Agricultura

A Guiné-Bissau tem uma população de 1,6 milhões de pessoas sendo que 75% da força de trabalho pertence ao setor da agricultura, que compreende 50% do PIB nacional. Para contribuir ao desenvolvimento económico da Guiné-Bissau e reduzir a insegurança alimentar  nas populações rurais,  a ADPP GB, através do seu programa Clubes de Agricultores, organiza e capacita aos pequenos agricultores familiares em técnicas de agricultura sustentáveis que permitam aumentar a segurança alimentar e, com o excedente, reduzir a pobreza criando resiliência nas famílias rurais.

Clube de Agricultores

O Projeto de Clubes de Agricultores trabalha diretamente com os agricultores aumentando a produção, melhorando a diversificação dos cultivos e aumentando a qualidade do produto agrícola através do desenvolvimento de métodos agrícolas simples e sustentáveis.

O programa organiza a população agrícola rural em clubes, de 50 membros cada um deles, com características cooperativas, que lhes permite negociar coletivamente  melhores preços de sementes agrícolas, hortícolas e transporte de insumos agrícolas e também de comercialização dos seus produtos de forma mais eficaz e rentável.  As capacitações são dadas em campos de cultivo comuns e,  paralelamente, cada agricultor ou família aplica as técnicas aprendidas nos seus campos individuais.

No ano 2016 iniciou um novo projeto de Clube de Agricultores focalizado na produção e comercialização do Caju para o que serão criadas 2 Cooperativas de venda de caju; 2 Centros de Processamento (1 de castanha e 1de pedúnculo do caju) e formados e capacitados  2.720 agricultores e 40 jovens estudantes da Escola Vocacional de Bissorã, em técnicas para melhorar a produção e a produtividade, o processamento da castanha e do pedúnculo, bem como no manuseamento das maquinas, manutenção das mesmas e dos equipamentos geradores elétricos e painéis fotovoltaicos.

 

Clubes de Agricultores Energía Renovável

O projeto Clube de Agricultores Energia Renovável de Oio é um exemplo de como usar tecnologia moderna para melhorar as condições de vida dos agricultores, contribuindo a manter a população das áreas rurais produzindo e vivendo nas suas comunidades, evitando assim a migração ás áreas urbanas.

Com o fim de melhorar os rendimentos da produção dos agricultores foram instalados 37 sistemas de água com  recurso a energia solar para irrigação (bombas e tanques) e 7 pequenos centros para processamento de Jatropha e outros produtos como milho ou arroz, e que funcionam através de geradores alimentados com  aceite de Jatropha.

O projeto operou em 24 aldeias com 2.600 famílias onde foram estabelecidos 51 sistemas solares para fornecimento de luz em instituições sociais (escolas, mesquitas e centros de saúde) que permitiram as pessoas da aldeia atender a aulas de alfabetização, aulas pré-escolares, carregamento de telemóveis e assistir filmes com o fim de aumentar seus conhecimentos e opções de entretimento.

Nas 24 aldeias do setor de Bissorã, foram criados 52 Clubes de Agricultores integrados por 50 membros cada um deles, divididos pela sua vez em grupos nucleares de 10 agricultores. No total, o projeto beneficiou a 14.274 agricultores nas 24 aldeias.