Há uma diferença entre conhecer uma técnica e ser capaz de a aplicar.
Entre saber como se faz e conseguir fazer bem.
É nessa diferença que o conhecimento se transforma em competência: quando aquilo que se aprende pode ser aplicado, aperfeiçoado e usado para resolver problemas concretos.
Na ADPP Escola Vocacional Bissorã, aprender também significa fazer.
Criada em 1997, a escola nasceu com o propósito de capacitar jovens com competências técnicas e empreendedoras, dando-lhes ferramentas para responder aos desafios profissionais e contribuir para o desenvolvimento das suas comunidades.

Ao longo dos anos, milhares de jovens passaram pela escola. A EVB combina conhecimentos teóricos com experiência prática, procurando manter a formação ligada às necessidades dos jovens e às realidades profissionais do país. A própria história da escola mostra essa aposta na aprendizagem aplicada: a formação técnica tem sido actualizada para acompanhar novas áreas e necessidades, incluindo a electricidade e a energia solar.
A formação profissional não termina na aquisição de conhecimentos. É preciso saber aplicar, experimentar, aperfeiçoar e encontrar respostas para situações concretas. É esse processo que permite transformar aprendizagem em competência.
E essa competência pode abrir diferentes caminhos.
Um exemplo está na história de Fatumata Fate, antiga estudante da EVB. Depois de concluir a formação em Electricidade, trabalha como electricista e realiza manutenção de painéis solares. A sua experiência mostra, de forma concreta, o que pode acontecer quando uma competência técnica passa da formação para a vida profissional.

É também neste caminho que se inscreve uma nova formação que terá início na ADPP Escola Vocacional Bissorã: Eletricidade, Energia Solar e Empreendedorismo, destinada exclusivamente a jovens mulheres. A iniciativa é desenvolvida no âmbito do Projeto de Acesso e Expansão da Energia Solar (SESAP), com financiamento do Banco Mundial, e permitirá formar 56 jovens.
A aposta é significativa: reforçar o acesso das mulheres a competências técnicas numa área em que a sua presença continua a ser menor, criando novas possibilidades de aprendizagem, especialização e participação no sector da energia.
Porque uma competência não se mede apenas pelo que se sabe.
Mede-se pelo que somos capazes de fazer com aquilo que aprendemos.