Compreender as mudanças ambientais e saber como adaptar-se desempenha um papel crucial para os pequenos agricultores garantirem a sua principal cultura de rendimento: a castanha de caju.
A ideia por trás do processamento de caju é desenvolver capacidades locais em áreas-chave da produção sustentável.
O caju tem a castanha e a maçã. A maçã é frequentemente utilizada localmente para a produção de sumo e doce.

As castanhas são muitas vezes vendidas em bruto a intermediários, o que limita o rendimento dos agricultores, sendo apenas uma pequena parte transformada e vendida no mercado local.
Em 1987, a ADPP-GB decidiu expandir-se para a região de Oio, onde estabeleceu uma plantação comercial de caju. Neste âmbito, 900 agricultores foram treinados, contribuindo positivamente para a produção de caju na Guiné-Bissau. Em 2016, com o apoio da União Europeia, foi criado um pequeno centro de processamento para apoiar os agricultores a aumentarem o valor das castanhas através da sua transformação. Foi também criada a ACACB (Associação de Clubes de Agricultores Comerciais de Bissorã), responsável pela gestão do centro.
Em 2025, a ADPP-GB empregou 4 pessoas nas plantações para monitorizar a manutenção e as colheitas. As plantações foram atribuídas a 148 agricultores locais para a recolha das castanhas. Para cada quilo de castanhas limpas, são necessários quatro quilos de 27 castanhas em bruto.
O processo de transformação inclui:
- Separação da castanha da maçã;
- Secagem das castanhas;
- Cozedura e nova secagem;
- Abertura das castanhas e remoção da casca;
- Secagem prolongada das amêndoas e posterior descasque;
- Classificação, embalagem e preparação para venda.

Em 2025, 57 mulheres e 48 homens trabalharam no centro de processa mento, e 4 contentores foram exportados para a empresa alemã Naturkost Ernst Weber, que adquire as castanhas de maior calibre. Cerca de 40% da produção foi comercializada no mercado local. Nesse mesmo ano, 157 toneladas de castanhas provenientes das plantações da ADPP-GB foram entregues à fábrica.
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